Em cada terreiro, a memória se guarda nos cantos, nos saberes, nos ritmos e nos gestos que atravessam gerações. A história do Brasil não pode ser contada sem esses espaços de resistência e preservação.
Conhecer para respeitar: cada tradição carrega uma origem, uma língua e uma forma própria de manter viva a ancestralidade.
Salvador · Rio · São Paulo. Resultou da união de etnias africanas como fons, ewes, bantos e iorubás, que adaptaram seus cultos distintos (Ketu, Jeje, Angola), preservando ancestralidade e matrizes regionais.
Rio de Janeiro e São Paulo. Raízes em tradições africanas, indígenas e populares que se encontraram e se transformaram no Brasil a partir de 1908, reunindo pretos-velhos, caboclos e encantados.
Maranhão e São Luís. Raízes na África Ocidental, com referência a El Mina e Gana. Reúne matrizes Mina, Cambinda, Angola e Bantu, com Casas de Mina historicamente lideradas por mulheres, as Vodunsis.
Pernambuco e Recife. Originou-se da união de etnias africanas que recriaram suas identidades nos terreiros Obá Ogunté (Nagô) e Axé Oyá Meguê (Xambá).
Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Religião de matriz afro-ameríndia, gira em torno da árvore Jurema Preta, com cânticos e uso da bebida sagrada como forma de contato com ancestrais.
Rio Grande do Sul. Origem na chegada de africanos da costa ocidental, com forte influência de povos vindos da Nigéria e do Benim, desenvolvido nas cidades de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre.
Localizado no Morro da Conceição, no Rio de Janeiro, é um dos lugares históricos mais importantes da região portuária. Foi um importante ponto de encontro da população negra e teve papel fundamental na formação do samba urbano carioca.
Hoje conhecido como bairro do Bixiga em São Paulo, guarda raízes ligadas ao samba e às tradições afro-brasileiras, historicamente reconhecido como uma "Pequena África" e berço do carnaval e da cultura negra paulistana.
Conheça como a AABC atua na proteção jurídica e espiritual dos terreiros.